O governo militar do Mali suspendeu todas as actividades políticas no país “até novo aviso”, apontando “razões de ordem pública” como estando na base da decisão.
O decreto assinado na quarta-feira, 07, pelo presidente de transição, General Assimi Goita, refere que a decisão se aplica tanto a partidos quanto a organizações.
O comunicado foi emitido alguns dias após uma rara manifestação pró-democracia e antes de um protesto planeado para esta sexta-feira, 10, contra a junta que governa o país desde os golpes de 2020 e 2021.
De acordo com a imprensa internacional, pelo menos centenas de activistas desafiaram as ameaças do governo no último fim-de-semana e se manifestaram na capital, Bamako, contra um projecto de lei que recomendava a dissolução de todos os partidos políticos.
Várias figuras da sociedade civil, partidos políticos e líderes trabalhistas pediram “um retorno rápido e confiável à ordem constitucional por meio da organização de eleições transparentes, inclusivas e pacíficas.
A junta se comprometeu originalmente a realizar eleições em Fevereiro de 2022, mas esse prazo foi adiado várias vezes, sendo que não é a primeira vez que o governo militar suspende as actividades de partidos políticos às vésperas de decisões importantes.
Em Abril de 2024, anunciou uma suspensão antes de um “diálogo inter-maliano” que pedia que o período de transição fosse estendido de dois para cinco anos.
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