Lar África Ministério Público deve dar seguimento da investigação da morte do deputado da UNITA, afirmam analistas
ÁfricaAngolaInternacionalÚltimas notícias

Ministério Público deve dar seguimento da investigação da morte do deputado da UNITA, afirmam analistas

A morte do deputado da UNITA Diamantino Mussokola, continua a suscitar polémica sobre o alegado envenenamento do político depois de ter cumprido uma missão no Zimbabué em nome da Assembleia.

Informações pontam que de seguida, Diamantino Mussokola teria ido ao Bié e com passagem a Galanga, província do Huambo.

O jurista Salvador Freire classificou o crime esta segunda-feira, 23, à Rádio Correio da Kianda, como sendo público, tendo afirmado que caberá a família, a UNITA e ao Ministério Público dar seguimento da investigação do caso.

De acordo com a deputada Mihaela Webba, em declarações à imprensa, este sábado, 21, uma autópsia preliminar realizada no dia seguinte à morte revelou a presença de uma substância corrosiva no estômago, indício que, segundo a dirigente da UNITA, “sugere fortemente um caso de envenenamento”.

Mihaela Webba disse ainda que a morte do deputado foi premeditada e insidiosa, tendo por isto, exigido uma investigação rigorosa e a responsabilização dos eventuais autores.

Salvador Freire descarta a possibilidade de Mussokola ter sido envenenado no Zimbabué, e aponta que o envenenamento teria ocorrido em Angola.

Por seu turno, Fernando Kawewe entende que caberá as entidades competentes averiguar o local e tempo do envenenamento do deputado.

Já outro jurista Samora Neves, disse à luz dos normativos jurídicos tendo sido comprovada pericialmente de que existe envenenamento, o Código Penal no artigo 148, na sua alínea A do número 1, que estabelece uma moldura penal de 20 à 25 para quem de facto envenenar outrem, que responde pelo crime de homicídio qualificado em razão dos meios.

Samora Neves traz igualmente uma outra abordagem que resulta da alínea C do artigo 149 do Código Penal, que tem como epigrafe homicídio qualificado em razão dos motivos, levantando a hipótese de a morte do deputado ter sido motivada por ódio político.

Os restos mortais do deputado do Grupo Parlamentar da UNITA, Diamantino Domingos Mussokola, falecido aos 54 anos de idade, foram a enterrar este domingo, 22, no cemitério da aldeia da Kanusi, município do Andulo, província do Bié.

Antes da partida para a sua terra natal, várias personalidades assistiram o velório no Quartel do Estado Maior General do Exército (Ex-RI20), em Luanda, com destaque para deputados da Assembleia Nacional, representantes de partidos políticos, da sociedade civil e religiosa e familiares.

O conteúdo Ministério Público deve dar seguimento da investigação da morte do deputado da UNITA, afirmam analistas aparece primeiro em Correio da Kianda – Notícias de Angola.

Fonte

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Mercado reage a tensão geopolítica e Brent mantém-se perto dos 91 dólares

O preço do petróleo registou este sábado, 7, uma cotação de 90,87...

Futsal aproxima profissionais das rádios Correio da Kianda e MFM

Os profissionais da Rádio Correio da Kianda e da Rádio MFM defrontam-se...

Lula assina MPs de apoio às vítimas das enchentes em Minas Gerais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta sexta-feira (6) duas...

Petro inicia campanha na BAL diante do Al Ahly da Líbia

O campeão angolano Petro de Luanda já conhece o caminho que terá...