Opoder de compra dos moçambicanos tem estado a deteriorar-se nos últimos anos, obrigando os consumidores a fazer “operações matemáticas” para conseguirem adquirir bens de consumo que compõem a cesta básica que a Organização dos Trabalhadores Moçambicanos-Central Sindical (OTM-CS) estima em cerca de 43 mil Meticais.
O relatório da OTM-CS, partilhado com domingo, mostra que um indivíduo, numa família que reside na cidade, precisa, por mês, de 10.751 Meticais para satisfazer as necessidades básicas. E, para um agregado familiar com pelo menos cinco membros, são necessários, por mês, cerca de 43 mil Meticais para a aquisição da cesta básica.
Entretanto, o salário mínimo estipulado para o sector privado continua nos 5.800 Meticais, e para a Função Pública passou de 4.689 Meticais para 8.758 Meticais, após a implementação da Tabela Salarial Única (TSU).
Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) referentes ao primeiro trimestre do ano em curso indicam que as cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e a província de Inhambane registaram um aumento significativo de preços, na ordem de 4,7 por cento, quando comparados com igual período de 2024.
Isto demonstra que grande parte das famílias moçambicanas residentes no meio urbano fazem, diariamente, exercícios matemáticos aturados para contrapor as dificuldades que o custo de vida impõe nos últimos tempos. Leia mais…
O conteúdo De calculadora na mão para garantir o pão na mesa aparece primeiro em Jornal Domingo | Compromisso com os factos.















Deixe um comentário