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Especialista aponta cenário de continuidade de João Lourenço na presidência do MPLA e possível ascensão feminina nas listas eleitorais

O cientista político Eurico Gonçalves considera que há fortes probabilidades de João Lourenço continuar a liderar o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), mas acredita que o partido poderá surpreender ao escolher uma mulher como cabeça de lista nas próximas eleições gerais, previstas para 2027.

As declarações foram proferidas esta quarta-feira, 9, durante a rubrica “Tem a Palavra”, do programa Capital Central da Rádio Correio da Kianda, que abordou o tema “Terceiro Mandato: Verdade, insinuações ou estratégia política?”. Segundo o analista, a recente vaga de especulações sobre um eventual terceiro mandato de João Lourenço, deve ser lida mais como uma “estratégia de reposicionamento político” do que como uma intenção concreta de alterar a Constituição para manter-se no poder além dos dois mandatos permitidos.

“Há um movimento de consolidação interna no MPLA. João Lourenço tem a máquina partidária controlada e isso torna plausível a sua continuidade na presidência do partido. Mas no que diz respeito à candidatura presidencial, acredito que o MPLA poderá apostar num nome novo  possivelmente feminino  como cabeça de lista”, afirmou.

Eurico Gonçalves destacou que, no actual contexto político, o partido no poder está a preparar-se para dar sinais de renovação, inclusão e modernidade, o que poderá incluir uma aposta inédita numa figura feminina para disputar a presidência da República.

“O MPLA está a tentar renovar a sua imagem junto do eleitorado urbano e jovem. A introdução de uma mulher como candidata à presidência seria um marco político que poderia mobilizar sectores sociais ainda pouco representados”, explicou o académico.

Durante o programa, também se levantou a hipótese de que as menções ao “terceiro mandato” servem para testar a percepção pública e criar um espaço de manobra política para João Lourenço manter a sua influência, mesmo depois de deixar o cargo de Chefe de Estado.

“É uma jogada estratégica. Não é necessariamente para se perpetuar no poder, mas para negociar o futuro político do seu grupo dentro do partido. Manter-se como presidente do MPLA dá-lhe força negocial e influência na escolha do próximo candidato”, sustentou Eurico Gonçalves.

As declarações do cientista político surgem num momento em que aumentam os debates em torno das próximas eleições e da sucessão no seio do MPLA, numa altura em que o partido se prepara para realizar congressos e encontros regionais que poderão clarificar o rumo da organização.

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