O especialista em Relações Internacionais, Horácio Nsimba, lamentou hoje, 14, a morte do ex-Presidente da Nigéria, General Muhammadu Buhari, ocorrida este domingo, 13, em Londres, e criticou o facto de mais um líder africano ter falecido fora do continente.
Em declarações à Rádio Correio da Kianda, o analista considerou o episódio um reflexo da fragilidade dos sistemas de saúde nacionais, e apelou aos governantes africanos para que invistam com mais seriedade no sector da saúde.
“É triste ver que, mesmo após décadas no poder, muitos líderes africanos continuam a buscar tratamento médico fora do continente. Isso mostra que os nossos sistemas de saúde ainda não oferecem confiança nem respostas eficazes”, afirmou.
Horácio Nsimba, defendeu que é hora de os países africanos priorizarem a construção de hospitais modernos, equipados e com pessoal qualificado, capazes de responder às exigências médicas dos seus próprios cidadãos incluindo os seus governantes.
“Se os próprios líderes não confiam na medicina local, o que se espera do cidadão comum? Precisamos de políticas sérias, sustentáveis e com impacto directo na vida das pessoas”, reforçou.
O ex-Presidente Muhammadu Buhari, que governou a Nigéria entre 2015 e 2023, morreu aos 82 anos, após prolongado tratamento médico fora do país. O seu falecimento reabre o debate sobre a dependência da elite africana dos sistemas de saúde estrangeiros.
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