A guerra que se vive no Médio Oriente está a deixar a região de Gaza em uma crise alimentar que atingiu níveis de desespero e sem precedentes, com os registo da ONU a revelarem que “uma em cada três pessoas não come há vários dias”.
A informação é da Agência das Nações Unidas responsável pela ajuda alimentar (Programa Alimentar Mundial), que alerta que a desnutrição está a aumentar significativamente, com 90 mil mulheres e crianças a necessitarem de tratamento urgente.
O PAM contabiliza 470 mil pessoas a enfrentar uma fome catastrófica na Palestina.
“Há pessoas a morrer por falta de ajuda humanitária”, refere o PAM que é única fonte de alimentação da população na região.
Citado pelo Notícia ao Minutos, aquela agência da ONU acrescenta que os preços dos alimentos em Gaza atingiram níveis insustentáveis.
A organização Médicos Sem Fronteiras, que também opera na região, contabiliza números assustadores, sendo uma em cada quatro crianças entre os seis meses e os cinco anos, bem como mulheres grávidas e em amamentação, examinadas na última semana na faixa de Gaza, sofrem de desnutrição.
Entretanto, o Secretário Geral da ONU, António Guterres reagiu na tarde desta sexta-feira, à crise alimentar no médio Oriente, criticando o que chamou de falta de humanidade e de compaixão demonstrada perante o sofrimento dos palestinos na Faixa de Gaza.
Para Guterres trata-se de “uma crise moral que desafia a consciência mundial”.
“Não consigo explicar o nível de indiferença e inação que vemos por parte dele demasiadas pessoas na comunidade internacional a falta de compaixão. A falta de verdade. A falta de humanidade”, disse acrescentando que a dimensão e o alcance ultrapassam todo o histórico de guerra que o mundo já viveu.
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