“Devemos todos estar elucidados que enquanto os actos de arruaça e vandalismo decorrerem, retrocederemos 50 anos”.
A afirmação consta no comunicado divulgado após a reunião da Direcção do Conselho Nacional da Juventude com os líderes dos Conselhos Provinciais de Juventude das 21 províncias, para avaliar os impactos socioeconómicos dos actos de arruaça e vandalismo que se verificam em Luanda, desde esta segunda-feira, 28.
“O país não receberá investimentos externos, empresas nacionais, multinacionais e empresas estrangeiras encerarão os seus serviços, não haverá circulação de pessoas e bens convenientemente, e haverá retrocesso na empregabilidade juvenil. Detalhes que todos juntos vimos lutando durante décadas”, lê-se na nota do CNJ enviada ao Correio da Kianda.
O reunião virtual decorreu nesta terça-feira, 29, segundo dia da paralisação dos serviços de táxi e também dia em que foram registados mais acções de vandalismo e saques em estabelecimentos comerciais, sobretudo no Cazenga, em Viana, no Dangereux e em Cacuaco.
No comunicado com sete pontos, os dirigentes juvenis concordam que qualquer acto de greve ou de manifestação é legítimo segundo a Constituição da República de Angola, mas, entretanto, apontam que os actos de vandalismo observados sejam considerados de todo repugnante e condenável também pela CRA.
O diálogo permanente com os jovens sobre os seus direitos e deveres na sociedade e a responsabilização criminal em caso destes excederem ao ponto de perturbarem a ordem pública, também foi apontado como algo a terem na agenda de trabalhos à nível nacional.
A responsabilização criminal dos envolvidos nos actos de vandalismo e perturbação da ordem pública também foi sinalizado pelos jovens, no documento assinado pelo presidente do CNJ, Isaías Kalunga.
“Que a Polícia Nacional assuma com todos os meios a sua disposição, a defesa dos direitos dos cidadãos patriotas e punam exemplarmente aqueles que tentarem pôr em causa os interesses públicos, privados e a paz social”, destaca a nota.
Dados da terceira actualização da Polícia Nacional, desde a paralisação dos táxis, apontam que só na capital angolana já estão detidas 1214 pessoas por alegado envolvimento em vandalização de bens públicos, pilhagem, arruaças, invasão à propriedade privada, dentre outros crimes.
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