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Agência de Protecção de Dados aconselha bancos a terem prudência na concessão de créditos

O administrador da Agência de Protecção de Dados, Amaro Figueira, apelou nesta terça-feira, 05, em Luanda, às instituições financeiras a terem prudência na concessão de crédito às pessoas que ai acorrem.

Amaro Figueira falava no encontro com os jornalistas, realizado naquela instituição, advertindo que antes de qualquer instituição financeira conceder crédito ou empréstimos, deve antes recorrer às centrais privadas de Informação de Crédito, a fim de obter o histórico do candidato a tomador de crédito.

De acordo com o responsável, até ao momento, as instituições não possuem as informações reais dos clientes bancários, sobre o seu comportamento e reputação comportamental, quanto ao cumprimento das suas obrigações juntos das entidades credoras, daí a razão da necessidade de recorrerem antes à consultas, quer junto do Central de Informação de Risco de Crédito, detida pelo Banco Nacional de Angola, bem como às centrais de informação.

O objectivo, explicou, é evitar a perda do rasto dos credores, responsabilizar os consumidores e combater o fenómeno do crédito mal parado no país.

Com esta situação acautelada, acrescentou, evita-se a aquisição de produtos na modalidade de pronto a pagamento, que no seu entender, não é sustentável para a economia.

O Director do Gabinete Jurídico da Agência de Protecção de Dados, Njumjulo Antonio, explicou que o recurso à centrais de informação de crédito permitem garantias de créditos mais seguros e sustentáveis, e ainda apresentam maior vantagem em termos daquilo que é o período para a eliminação deste crédito, períodos mais vastos, taxas de juros muito mais baixas e, concretamente, novos serviços.

“Vimos aqui que o próprio mercado já sente essa necessidade, já vai criando alguns produtos, mas que ainda se mostram incipientes por conta daquilo que é a informação residual que só apenas o comerciante tem e que não é partilhada, portanto, ficando o comerciante com todo o risco e isto não é bom para a economia”, advertiu.

Acrescentou também que o principal ganho é a modernização do sistema, permitindo que todos os intervenientes, sobretudo os consumidores entendam os seus direitos, as suas obrigações, e as instituições credoras, fornecedoras de serviços e de bens compreendam a necessidade de partilharem essas informações para, em conjunto, terem todos acesso a um leque de informações muito mais vasta e que retrate a condição real de quem é tomador de crédito.

“E começamos aqui, então, a moldar aquilo que é o comportamento, porque, no fundo, é uma questão comportamental”.

Sobre o comportamento, Njunjulo António disse que questão é induzida por um conhecimento prévio de quem vai tomar crédito das fragilidades que o próprio sistema tem, o mercado tem, e, eventualmente, quando falha com um credor, um fornecedor de serviços ou de venda de produtos, não há quase que um impacto negativo no seu histórico, naquilo que são os seus eventuais compromissos para o futuro.

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