O sector não petrolífero cresceu 5,07% em 2024 e garantiu à economia angolana um crescimento global de 4,4%, segundo a Conta Geral do Estado referente ao exercício económico do período, apreciado hoje, 15, pelo Conselho de Ministros, orientado pelo Presidente da República, João Lourenço.
A diversificação ganhou fôlego através da agricultura, comércio, construção e serviços, sectores que estiveram no centro da criação de cerca de um milhão de empregos e ajudaram a reduzir a taxa de desemprego para 30,4%. O petróleo, apesar da recuperação de 2,84%, já não foi o principal motor da economia.
Contudo, o relatório expõe também desafios estruturais. A inflação encerrou o ano em 27,05%, corroendo o poder de compra das famílias, enquanto a dívida pública permanece elevada, condicionando a capacidade de investimento do Estado. O documento destaca que as operações de endividamento interno e externo, enquadradas na Estratégia da Dívida 2022–2024, foram fundamentais para aliviar riscos de curto prazo, mas ainda exigem rigor e disciplina orçamental.
O Estado arrecadou 25,31 biliões de kwanzas em 2024, montante que sustentou despesas e investimentos, mas que não elimina a pressão causada pelo serviço da dívida. Paralelamente, a Conta Geral apresenta a evolução do Programa de Privatizações (PROPRIV) e a situação do sector empresarial público, com 87 empresas activas no período em análise, cujo peso continua relevante nas contas nacionais.
Assim, embora 2024 tenha evidenciado avanços no não petrolífero e sinais claros de diversificação, a Conta Geral do Estado confirma que os grandes desafios da economia angolana continuam a ser a inflação alta, o peso da dívida pública e a necessidade de consolidar as contas para sustentar um crescimento mais equilibrado e inclusivo nos próximos anos.
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