O Director Municipal do Comércio e Desenvolvimento Integrado de Viana, Melkim dos Santos, defendeu, em entrevista exclusiva à Rádio Correio da Kianda, que o município está fortemente empenhado em reordenar o comércio informal e em reduzir as práticas que afetam a imagem e a segurança pública.
O responsável reconheceu a existência da fome como um problema social grave, mas alertou que essa realidade não pode ser usada como justificação para ações que atentam contra a saúde e a vida da população.
“Nós sabemos que a fome existe, mas não podemos justificar as nossas ações que desgastam a imagem do município e colocam em risco a saúde pública com a fome. Não acreditamos nisso”, frisou Melkim dos Santos.
De acordo com o director, Viana conta com três mercados públicos, todos com várias bancadas disponíveis. Ainda assim, muitos vendedores insistem em ocupar ruas, passeios e pedonais para exercer a actividade.
“Se existem espaços preparados para a venda, a questão que se coloca é: por que razão as pessoas não utilizam os mercados?”, questionou.
A Administração Municipal tem intensificado ações de sensibilização junto dos vendedores ambulantes e comerciantes informais, incentivando-os a formalizar os seus negócios e a ocupar os espaços apropriados.
Melkim dos Santos destacou ainda que o maior desafio do comércio desordenado está na venda de alimentos em condições impróprias, expondo consumidores a doenças e situações de risco.
“Diariamente vemos a comercialização de produtos em locais inadequados, o que compromete a saúde de jovens, crianças e famílias inteiras. Estamos a falar de uma questão séria de saúde pública”, advertiu.
Além disso, a criação de mercados improvisados em pedonais aumenta a probabilidade de acidentes e incidentes, que, segundo o responsável, ocorrem “quase todos os dias” devido à falta de organização.
Apesar dos desafios no comércio, o Director sublinhou que Viana mantém o título de motor industrial de Luanda, reforçado pela presença do Polo Industrial de Viana e do Polo do Kikuchi.
A Administração tem procurado acompanhar de perto as empresas já instaladas e criar condições para atrair novos investidores.
“É preciso garantir comunicação, organização e incentivos que deem confiança aos empresários. Só assim o município continuará a crescer de forma sustentável”, afirmou.
A entrevista concedida durante o programa Capital Central realizado esta semana naquela municipalidade, reforça a visão da Administração Municipal de Viana, de combinar o dinamismo económico e industrial com a organização do comércio e a proteção da saúde pública.
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