O Dia Mundial da Poupança, celebrado anualmente no dia 31 de Outubro, assinala-se num momento em que no país o crédito à economia desacelera e grande parte da população continua sem acesso ao empréstimo bancário, sobretudo fora dos centros urbanos, recorrendo a soluções alternativas como poupança para financiar pequenas actividades produtivas.
Dados do Banco de Moçambique (BdM) indicam que a poupança formal, no ano passado, passou de 33,6 mil milhões de Meticais para 37,8 mil milhões.
O mais recente Relatório de Inclusão Financeira do BdM revela que a retracção do crédito reflecte o aumento do risco de incumprimento, que subiu de 8,2 para 9,4 por cento.
Esse cenário levou os bancos a adoptarem uma postura mais prudente, reduzindo a concessão de crédito para famílias e empresas, sobretudo pequenas e médias, o que agrava as dificuldades de financiamento da economia real.
Entretanto, economistas ouvidos pelo domingo consideram este crescimento “aparente”, porque parte desse valor é mantido em depósitos a curto prazo por instituições não financeiras, ou seja, a liquidez bancária não se traduz em mais investimento nem na dinamização do sector produtivo.
Entre os factores apontados estão as taxas de juro elevadas, a inelasticidade do crédito face à redução da taxa de referência do Banco Central, “spreads” bancários altos e a forte exposição das instituições financeiras à dívida pública. Leia mais…
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