O vice-presidente da Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM), Adérito Macie, participou no painel de auscultação pública sobre o projecto de criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique, onde defendeu a necessidade de o país adoptar um modelo de financiamento que promova efectivamente o crescimento económico sustentável.
Na sua intervenção, o vice-presidente da FDEM saudou a iniciativa de reflexão em torno da criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique, sublinhando que, se bem desenhado, o novo banco poderá marcar um ponto de viragem na política nacional de financiamento ao desenvolvimento.
No entanto, destacou que o país precisa de uma instituição que combine o controlo estratégico do Estado com a participação técnica e financeira de parceiros externos, garantindo que o banco sirva os objectivos de industrialização, diversificação produtiva e geração de emprego.
“O Estado deve manter o comando, mas é fundamental abrir espaço para instituições multilaterais, bancos regionais e investidores capazes de aportar capital, experiência e boas práticas de gestão”, afirmou.
Adérito Macie frisou igualmente que a gestão do futuro banco deve ser livre de interferências políticas e orientada por resultados concretos de impacto económico e social.“
O futuro Banco de Desenvolvimento deve ser totalmente independente de influências políticas, actuando de forma apartidária e comprometida com a promoção da independência económica de Moçambique, o apoio às pequenas e médias empresas, e o fortalecimento do sector privado nacional — inclusive nas zonas mais remotas das províncias de Nampula, Inhambane e Cabo Delgado”, destacou.
Alertou, no entanto, que o Banco de Desenvolvimento não deve ser associado a instituições já fragilizadas, sob pena de comprometer a sua credibilidade desde o início.
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