- Especialistas defendem que para ser auto-suficiente, Moçambique precisaria de produzir cerca de 700 mil toneladas por ano
Apesar de Moçambique já ter implementado diversos programas e planos para impulsionar a agricultura, ainda despende, por ano, milhões de Dólares para a importação de arroz, mesmo sendo detentor de cerca de 900 mil hectares de terra apropriada para esta cultura.
Entre os programas aprovados aponta-se o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Sector Agrário (PEDSA), Plano Nacional de Investimento no Sector Agrário (PNISA), Programa Nacional de Extensão Agrária (PRONEA), Projecto de Desenvolvimento de Irrigação Sustentável (PROIRRI), Programa Nacional para Industrializar Moçambique (PRONAI), que incluem iniciativas para a agricultura, como a criação de centros de processamento e o Programa SUSTENTA, que visava o fomento e integração de agricultura familiar em cadeias de valor.
O relatório do Banco de Moçambique referente a 2025 destaca que a importação de arroz no país tem estado a subir. Em 2020 gastou-se na importação deste cereal cerca de 227 milhões de Dólares. Em 2021 aplicou-se 342 milhões de Dólares e, em 2022, baixou para 288 milhões, situação que se inverteu em 2023, quando a importação voltou a subir para 317 milhões de Dólares. Já em 2024 foram despendidos cerca de 441 milhões de Dólares. No primeiro trimestre deste ano (2025) investiu-se 63,1 milhões de Dólares.
Traduzido isto em quantidades de arroz (descascado), o Moçambique importa, por ano, aproximadamente 650 mil toneladas deste cereal, reflectindo a dependência do país a fornecedores externos para suprir a demanda, que é de cerca de 900 mil toneladas por ano.
Arnaldo Ribeiro, que já dirigiu o Instituto Nacional do Açúcar e esteve ligado a vários programas do sector agrário, sugeriu que deveria se aplicar tarifas e sobretaxas aduaneiras para não permitir a entrada, generalizada, de arroz importado a preços mais baixos do que os praticados pelas fábricas do país. Leia mais…
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