Os operadores da indústria transformadora de couro no país estão a elaborar um Plano Estratégico Nacional, com vista a travar a exportação ilegal para o mercado internacional daquela matéria-prima.
Constatações feitas demonstram que a maior parte da produção tem sido exportada em bruto para outros mercados, ao invés de ser processada na indústria nacional.
Apesar de possuir um elevado potencial económico, operadores do sector consideram que a falta de investimento em tecnologias faz com que o desenvolvimento da indústria transformadora ainda seja deficitário.
Com vista à materialização do plano para mudar o rumo naquele sector estratégico, foi promovido, semana passada, na cidade de Maputo, um “workshop” que juntou membros do Governo, representantes da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral e da Alemanha, através do Programa de Cooperação da GIZ, tendo como pano de fundo o reforço da integração económica regional. No final, os actores reconheceram a existência de potencial económico para o sector, entretanto, persistem dificuldades em toda cadeia de valor.
EXPORTAÇÃO
No caso de Manica, uma das províncias com maior produção de peles, a realidade mostra que, apesar da disponibilidade de matéria-prima, não dispõe de uma indústria de processamento. As poucas unidades existentes operam com equipamentos antigos, o que compromete a qualidade do couro e reduz a competitividade face a outros países.
A falta de financiamento é outro entrave apresentado pelos intervenientes como sendo um dos factores que agrava a situação. Empresas com dificuldades para modernizar o sistema de produção acabam por encerrar, contribuindo para o declínio do sector.
Noutras situações, as peles nem chegam a ser aproveitadas, devido à falta de sistemas de conservação, aliada a técnicas de abate ultrapassadas, o que contribui para o desperdício de matéria-prima ou perca de qualidade.
Relativamente à província de Nampula, segundo as autoridades locais, cerca de 90 por cento da pele produzida é destinada à alimentação, devido à fraca ligação entre a produção pecuária e a indústria. Paradoxalmente, as poucas unidades industriais que existem no país enfrentam dificuldades para obter matéria-prima.
Segundo o representante da empresa “Couturme”, Eleutério Macuvele, esta situação não se deve à falta de produção, mas sim à exportação da pele em bruto para os países vizinhos. Leia mais…
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