TEXTO DE MICAELA MEQUE
A medida que determina o desconto de 10 por cento referente ao Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRPS), imposta pela Autoridade Tributária de Moçambique (AT) aos agentes de carteira móvel, continua a gerar insatisfação na classe, que entende que a actividade não é suficientemente rentável.
Segundo alguns agentes, a informação apanhou muitos operadores de surpresa, facto que gerou algum tumulto na classe, levando-os a considerar a possibilidade de desistir da actividade. Jacinto Barasa, operador de carteira móvel na cidade de Maputo, conta que iniciou a actividade há cerca de oito anos, por ver nela uma oportunidade de fazer um negócio para sustentar a sua família.
No entanto, com o passar do tempo, diz que a realidade se tornou diferente, uma vez que as operadoras foram reduzindo as comissões dos agentes, transformando o que antes era lucrativo num verdadeiro dilema.
O seu descontentamento aumentou ainda mais quando recebeu uma mensagem no seu telemóvel, enviada por uma das operadoras, informando que passaria a ser descontado dez por cento da sua comissão mensal, a partir do dia 1 de Janeiro.
Para Barasa, os cortes do imposto deveriam ser feitos de acordo com o nível de lucro que cada agente obtém por mês, porque nem todos têm a mesma margem de rendimento. “A minha comissão mensal varia entre oito a dez mil Meticais. Sou chefe de família, tenho filhos que estudam e dependem totalmente desta renda, e ainda tenho que ser descontado dez por cento? Não concordo. Se é imperioso que se cobre a taxa, que seja anual, porque, mensalmente, para mim, é um autêntico roubo”, lamentou.
Disse ainda que nunca tinha sido cobrado qualquer outra taxa, visto que as companhias móveis já retiram as suas próprias comissões em cada operação realizada. Entretanto, vê nesta nova medida um obstáculo para que a juventude possa evoluir financeiramente, devido ao excesso de descontos. Leia mais…
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