Algumas empresas tentaram falsificar documentos com o propósito de se beneficiarem do financiamento criado para apoiar unidades económicas vandalizadas durante as manifestações realizadas no ano passado.
A denúncia foi tornada pública pelo director de marketing do Banco de Poupança e Crédito (BPC), José Matoso.
De acordo com o responsável que falava à RNA, no processo de análise dos pedidos foram detectadas irregularidades relacionadas com a adulteração de documentação obrigatória, nomeadamente comprovativos de regularização fiscal junto da Administração Geral Tributária (AGT) e da situação contributiva no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).
As tentativas de fraude foram identificadas graças ao cruzamento de dados e à cooperação institucional com a AGT, o INSS e a Polícia Nacional, permitindo travar o acesso indevido aos recursos financeiros destinados à recuperação de empresas efectivamente afectadas pelos actos de vandalismo.
Dos 104 pedidos submetidos ao banco, 56 já tiveram aprovação, com um volume global de desembolso que ronda os 30 mil milhões de kwanzas. Os processos considerados fraudulentos foram encaminhados às instâncias judiciais para os trâmites legais subsequentes.
O BPC reafirma que o objectivo da linha de financiamento é apoiar a retoma económica e salvaguardar postos de trabalho, apelando à integridade e responsabilidade dos empresários no relacionamento com o sistema financeiro.
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