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Classe empresarial e especialistas defendem ajustamento das políticas económicas

A classe empresarial angolana e estrangeira que actua no mercado nacional, bem como especialistas em assuntos económicos, defendem o ajustamento das políticas económicas, com vista a dar maior liberdade comercial e o consequente incentivo a actividade em Angola.

Estas reacções surgem numa altura em que a Administração Geral Tributária (AGT), decidiu recuar e suspender a sua pretensão de bloquear os Números de Identificação Fiscal (NIF), de várias unidades empresariais, de acordo com informações avançadas na semana transacta pela Bastonária da Ordem dos Contabilistas e dos Peritos Contabilistas de Angola, Cristina Silvestre, durante uma conferência de imprensa, sobre os resultados da concertação entre a AGT, associações empresariais e os contabilistas.

“É preciso que o Estado angolano ajuste as políticas económicas”, defendeu a empresária Filomena Oliveira, em declarações públicas feitas recentemente.

Já o economista José Lumbo disse à Rádio Correio da Kianda, que o problema está com a AGT e não com as empresas, pelo facto de não ter preparado e calibrado a sua base em termos de controlo, fiscalização e actuação junto às empresas, para a cobrança de impostos.

“A maior parte das empresas invocadas pela AGT têm a situação regularizada. Por isso, o economista alerta para o desbloqueio dos entraves a livre actividade das empresas”, sustentou.

Por seu turno, Mamadu Diallo, proprietário de um estabelecimento comercial, situado na zona do Tanque do Cazenga, em Luanda, disse que as autoridades angolanas devem ser flexíveis em determinados assuntos.

“O que eu acho que Angola deve ser mais flexível com as políticas económicas, porque estão constantemente a defender que querem investimento estrangeiro, chega aqui, te dificultam mais a vida, assim não nada, meu irmão”, vincou, visivelmente insatisfeito.

A AGT suspendeu o NIF de 72% das empresas registadas em Angola, por falta de pagamento de impostos e entrega de declarações.

A AGT avança ainda que das 376 mil e 754 empresas registadas, pelo menos 272 mil e 768 não apresentaram declarações, nem pagaram impostos nos últimos 12 meses, situação que levou a suspensão dos NIF a partir de Janeiro.

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