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Não há razões para corrida às bombas de combustíveis

  • Governo e AMETROPOL reiteram disponibilidade até finais de Abril

O Governo e a Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas (AMEPETROL) desencorajam a corrida que se regista aos postos de abastecimento de combustíveis, sobretudo na cidade e província de Maputo, por estar a gerar uma pressão desnecessária na rede de distribuição. A azáfama que se registava até às primeiras horas de ontem iniciou após a informação divulgada nas redes sociais que dava conta de que o país dispunha de cerca de 12 dias de “stock” de combustíveis, “o que não constitui verdade”.

Face à situação, a Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis apela à calma da população e recomenda que não sejam constituídas reservas domésticas de combustível, porque a situação está sob controlo. Alerta ainda que este comportamento contribui para o aumento da pressão sobre os postos de abastecimento.

Sublinhe-se que as autoridades garantem que o país dispõe de um contrato de fornecimento de combustíveis válido até Maio de 2027, garantindo a continuidade do abastecimento. De acordo com o comunicado recebido na sexta-feira, na nossa Redacção, as importações decorrem de forma regular, com uma periodicidade de 15 dias, não se registando qualquer interrupção no processo.

A entidade acrescenta que, além das reservas de 12 dias reportadas a 24 de Março, está em curso o processo normal de reposição, com novas entregas previstas para amanhã, dia 30, no Porto de Maputo, o que permitirá o reforço de “stock” de gasolina em mais 26 dias e 17 dias de gasóleo.

Adicionalmente, a janela de importações já confirmada para Abril assegura o abastecimento para os meses seguintes. Por sua vez, a Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas (AMEPETROL) assegurou, também, que não há risco iminente de ruptura de combustíveis em Moçambique.

Em comunicado divulgado na sexta-feira, a associação explica que tem acompanhado a circulação de informações nas redes sociais e em alguns meios de comunicação sobre alegadas rupturas de “stock” de combustíveis, sublinhando que a situação está sob controlo. De acordo com a AMEPETROL, o abastecimento está a ser gerido de forma contínua e coordenada entre os diversos intervenientes do sector, não existindo indicação de escassez iminente.

A organização esclarece ainda que os dados que têm circulado correspondem a relatórios técnicos semanais elaborados por uma comissão de logística, que integra informações operacionais como volumes em trânsito, calendário de descargas nos portos de Maputo, Beira, Nacala e Pemba, bem como encomendas em curso.

Ainda de acordo com a associação, há combustível nos terminais oceânicos, encontrando-se em processo normal de libertação para o mercado, o que reforça a disponibilidade do produto no país. Como medida preventiva, foi autorizada, ontem, a operação dos terminais oceânicos, com o objectivo de aumentar a expedição de combustíveis para o mercado de retalho e reduzir eventuais pressões nos postos de abastecimento.

A AMEPETROL reafirma o compromisso de garantir o fornecimento regular de combustíveis e defende a necessidade de uma actuação coordenada entre todos os intervenientes do sector, por forma a assegurar a estabilidade do sistema de abastecimento a nível nacional. Entretanto, em entrevista ao domingo, uma fonte da AMEPETROL mostrou-se apreensiva em relação a possível subida do preço de combustíveis, nos próximos dias.

Para o efeito, insta o Governo a implementar medidas para mitigar a eventual subida dos preços dos combustíveis, na sequência do conflito no Oriente Médio, que tem originado a oscilação do custo do barril do crude no mercado internacional.

O apelo surge numa altura em que os preços dos combustíveis praticados no mercado internacional estão a registar uma tendência de subida, com barril de petróleo Brent a ser cotado acima de 112 dólares. Sendo Moçambique importador primário deste recurso, AMEPETROL alerta para uma possível subida de preços dos combustíveis nos próximos dias, influenciado pelo custo de aquisição das próximas encomendas.

“Mas isto só poderá acontecer nas próximas encomendas salvo se o Governo tomar medida de mitigação”, advertiu. Outro fenómeno que poderá contribuir para o agravamento do preço, segundo a fonte, tem a ver com a escassez de divisas no sistema bancário para a emissão de novas garantias, porque o operador pode fazer uma encomenda de 100 mil litros, mas conseguir apenas 80 mil litros e os restantes 20 mil litros podem ser perdidos, se não houver uma garantia que possa sustentar a aquisição de forma integral.

“Por exemplo, o país tem, neste momento, cerca de 80 mil toneladas métricas de combustíveis que estão retidas pelo fornecedor, simplesmente por de falta de garantia”, esclarece a associação.

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