O arranque da edição 2026 do Moçambola está sob risco devido a dívidas acumuladas com os árbitros da competição.
A prova, organizada pela Liga Moçambicana de Futebol (LMF), tem início previsto para este sábado, 2, com o jogo entre AD Vilankulo e Ferroviário de Lichinga, mas enfrenta contestação no sector da arbitragem.
Em causa estão valores em atraso referentes à época anterior, sobretudo da segunda volta do campeonato, com o montante total a rondar os 5,3 milhões de meticais. A situação levou os árbitros a ameaçar boicotar o início da nova temporada caso não haja regularização dos pagamentos.
Apesar da tensão, realizou-se recentemente um encontro entre o conselho de arbitragem e os clubes, no qual foi pedido que as três primeiras jornadas fossem asseguradas, uma vez que envolvem deslocações curtas e custos operacionais reduzidos.
O cenário agrava-se num contexto em que a organização do campeonato admite dispor de garantias financeiras apenas para as primeiras dez jornadas, deixando o restante da época dependente de soluções futuras.
A edição passada do Moçambola foi igualmente marcada por dificuldades financeiras e administrativas, tendo sido interrompida à 24.ª jornada, com o União Desportiva do Songo a ser declarado campeão.
Com o novo campeonato prestes a arrancar, persistem dúvidas sobre a estabilidade organizativa e financeira da prova, enquanto o conflito com a arbitragem se mantém como o principal foco de tensão.
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