O sector empresarial angolano defende a simplificação dos procedimentos bancários e administrativos para viabilizar, de forma efectiva, o uso do kwanza nas transacções comerciais dentro da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), no âmbito do novo sistema regional de pagamentos.
A medida, já em fase de implementação, prevê que as empresas angolanas possam pagar bens e serviços em países da SADC utilizando a moeda nacional, através do Sistema de Liquidação em Tempo Real da região (SADC-RTGS), reduzindo a dependência de moedas estrangeiras.
A iniciativa insere-se no processo de integração dos sistemas de pagamento da SADC e visa tornar as transacções mais rápidas, seguras e menos onerosas, alinhando-se também às recomendações internacionais de modernização dos pagamentos transfronteiriços.
Apesar do avanço, empresários apontam constrangimentos operacionais que podem limitar o impacto da medida, sobretudo a necessidade de abertura de contas bancárias em instituições financeiras dos países parceiros e a complexidade dos procedimentos associados.
Em declarações recentes, o presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino, considerou que a utilização do kwanza no comércio regional representa uma oportunidade significativa para facilitar a aquisição de matérias-primas, produtos e serviços dentro da região.
Contudo, o responsável alertou que a eficácia do sistema depende da superação de barreiras práticas no sistema bancário regional, defendendo maior simplificação e harmonização dos processos entre os Estados-membros.
O mecanismo enquadra-se na estratégia de integração económica da SADC e no esforço de reforço da utilização de moedas locais nas trocas comerciais entre países africanos.
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