A Equipa Económica do Executivo destacou a melhoria dos principais indicadores macroeconómicos do país, com realce para a desaceleração da inflação e o crescimento de 5,32 por cento da economia nacional no primeiro trimestre de 2026.
Os dados foram apresentados esta quarta-feira, 3, em Luanda, durante uma reunião entre a Equipa Económica do Executivo e o Grupo Técnico Empresarial (GTE), realizada no âmbito do reforço da concertação entre o Governo e o sector privado.
Segundo as informações divulgadas, a inflação passou de 15,7 por cento em Dezembro de 2025 para 11,58 por cento em Abril deste ano, uma redução de mais de quatro pontos percentuais em apenas quatro meses. O desempenho foi impulsionado, sobretudo, pela diminuição dos preços na classe de alimentação e bebidas não alcoólicas, bem como pelo aumento da produção nacional.
Além da desaceleração da inflação, o Executivo destacou o crescimento de 5,32 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2026. O resultado foi sustentado principalmente pelo sector não petrolífero, que registou uma expansão de 6,2 por cento, confirmando o papel crescente das actividades económicas fora da indústria petrolífera.
Outro indicador apresentado durante o encontro foi a redução da dívida pública em relação ao PIB para níveis inferiores a 60 por cento, cumprindo os limites definidos na Lei da Sustentabilidade das Finanças Públicas. Actualmente, o stock da dívida pública está estimado em cerca de 68 mil milhões de dólares.
As reservas internacionais líquidas também mereceram destaque, tendo atingido 15,8 mil milhões de dólares, montante equivalente a oito meses de importação de bens e serviços. O valor supera a meta de seis meses estabelecida pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), sendo considerado um sinal de maior robustez financeira.
Para o director nacional de Estudos Sócio-Económicos do Ministério do Planeamento, Domingos Sobrinho, estes indicadores demonstram que a economia angolana atravessa uma fase de estabilidade e crescimento sustentável, sustentada pelo aumento do rendimento das famílias, do consumo, do investimento empresarial e da actividade do Estado.
O coordenador do Grupo Técnico Empresarial, Manuel Sumbula, também manifestou satisfação com os resultados apresentados, considerando que os números refletem uma evolução positiva da economia e evidenciam o contributo do sector privado para o crescimento do país.
A reunião serviu ainda para reforçar os mecanismos de diálogo entre o Executivo e os empresários, numa altura em que o Governo continua a apostar na diversificação económica, no aumento da produção nacional e na melhoria do ambiente de negócios.
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