O Índice de Preços de Materiais de Construção (IPMC) em Angola registou uma variação mensal de 0,26% em Maio de 2026, de acordo com o relatório mais recente publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Este resultado aponta para um crescimento ligeiro em comparação com o mês anterior, sinalizando uma estabilização nos custos operacionais das obras públicas e privadas no país.
A taxa de variação homóloga fixou-se em 6,85%, o que representa uma desaceleração significativa de 9,67 pontos percentuais face ao período homólogo anterior. No acumulado de Dezembro de 2025 a Maio de 2026, a variação situou-se em 1,60%, reforçando a tendência de abrandamento e ajustamento no mercado da construção civil em Angola.
Materiais com Maior e Menor Impacto nos Custos
Durante o mês de Maio de 2026, os materiais que registaram os maiores aumentos de preços foram os Tijolos (0,87%), o Alumínio (0,65%) e os Vidros e Artigos de Vidro (0,51%). Por outro lado, as menores variações mensais foram observadas nos Cimentos e Aglomerantes (0,06%), na Madeira e Contraplacado (0,06%) e nos Blocos (0,07%).
No que toca à contribuição para a variação mensal global do IPMC, o grupo do Aço liderou com um impacto de 0,12 ponto percentual, seguido pelo Alumínio (0,05 ponto percentual) e pelo Tijolo (0,03 ponto percentual).
Tendência de Mercado e Evolução Homóloga
Em termos homólogos, as maiores subidas foram lideradas pelo Tijolo (11,82%), pelo Alumínio (11,03%) e pelo Betão Pronto (10,68%). De forma geral, os dados do INE Angola revelam uma tendência consistente de desaceleração económica no sector, com a maioria dos materiais a apresentar variações modestas, o que poderá impulsionar um planeamento mais previsível para as empresas construtoras no mercado nacional.
Os dados completos constam do relatório oficial do Instituto Nacional de Estatística de Angola, disponível no documento original Índice de Preços de Material de Construção.
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