A balança comercial de Angola registou um saldo positivo de 1,07 mil milhões de kwanzas no mês de Maio de 2026, de acordo com o mais recente relatório de Estatística do Comércio Externo divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Apesar do desempenho superavitário, o resultado representa uma desaceleração acentuada de 48,22% em comparação com o mês anterior, sinalizando desafios emergentes na dinâmica comercial do país.
No confronto homólogo, as trocas comerciais com o exterior demonstraram um dinamismo assinalável. As exportações angolanas registaram um crescimento de 21,43% em relação ao período homólogo do ano anterior, ao passo que as importações apresentaram uma subida ainda mais expressiva, fixando-se nos 32,29%. Este incremento nas compras ao exterior justifica-se pela necessidade contínua de bens de consumo e equipamentos de suporte ao desenvolvimento nacional.
No que concerne aos fluxos de exportação, a China consolidou a sua posição como o principal destino dos produtos nacionais, absorvendo 56,50% do total exportado. Seguem-se a Indonésia com 8,58%, a Índia com 8,06%, a Espanha com 7,60% e a Itália com 4,41%. Por outro lado, o Togo posicionou-se como a principal origem das importações angolanas, representando 16,65% do total, seguido de perto pela China com 16,38%, os Países Baixos com 8,31%, Portugal com 7,23% e a Arábia Saudita com 6,85% do valor global.
Togo lidera importações angolanas e ultrapassa China em Maio
O Togo tornou-se em maio o principal parceiro de importação de Angola, com as compras a dispararem de três para 265 mil milhões de kwanzas (254 milhões de euros), enquanto Portugal deslizou para quarto lugar, segundo estatísticas oficiais.
De acordo com a Estatística do Comércio Externo de maio de 2026, divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o Togo representou 16,65% do total das importações angolanas, superando a China, que ocupou o segundo lugar com 16,38%.
O Togo funciona historicamente como principal ponto de entrada de importações africanas para Angola.
Predomínio do sector petrolífero e a necessidade de diversificação
A estrutura das exportações de Angola continua fortemente concentrada no sector dos hidrocarbonetos. O petróleo, combustíveis e gás representaram 92,78% do volume total exportado no período em análise. Em termos de importações, o destaque vai igualmente para o petróleo refinado, que lidera as aquisições externas com 37,60%, seguido pelas máquinas e aparelhos com 17,93% e pelos produtos alimentares com 8,78%.
Esta forte dependência de um número restrito de produtos e parceiros comerciais volta a colocar em evidência a urgência de reformas estruturais para a diversificação económica. Os analistas alertam que a elevada concentração das exportações pode expor o país a choques externos de procura, reforçando a importância de monitorar as variações mensais para mitigar riscos na economia nacional.
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