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Angola debate “futuro do transporte marítimo” na 34ª Assembleia Geral da OMI em Londres

Teve início esta semana, na sede da Organização Marítima Internacional (OMI), em Londres, a 34ª Assembleia Geral, um dos eventos mais importantes do calendário marítimo global. Angola marca presença no evento com uma delegação de alto nível, chefiada pelo Secretário de Estado para a Aviação Civil, Marítima e Portuária, Rui Carreira, sublinhando o compromisso do país com as questões marítimas internacionais.

A delegação angolana, que integra também técnicos especializados do Ministério dos Transportes, conta com a representação institucional do Embaixador José Patrício, representante permanente de Angola junto da OMI, que participou na sessão solene de abertura do evento.

Agenda temática

A Assembleia Geral, que se prolongará até ao próximo dia 3 de Dezembro, tem uma agenda de trabalho densa e de extrema importância para o sector. Os 175 Estados-Membros da OMI, entre os quais Angola, estão chamados a decidir sobre os rumos do transporte marítimo nas próximas décadas. Os pontos fulcrais em discussão incluem vários temas.

Aprovação do Orçamento da Organização será um dos temas que os membros irão debater e votar para o próximo biénio, um passo fundamental para financiar os programas e iniciativas globais da OMI.

Na agenda do evento consta a eleição do novo Conselho da OMI, o órgão executivo que governa a organização entre as sessões da Assembleia.

Está também prevista uma discussão sobre a Segurança Marítima Reforçada para garantir segurança da vida no mar, a proteção contra ataques de pirataria e a cibersegurança na navegação estão entre as prioridades a analisar, com vista a reforçar os padrões internacionais.

O impacto ambiental do transporte marítimo também será debatido.

O posicionamento estratégico de Angola

A participação angolana num fórum desta magnitude não é meramente protocolar. Angola, como uma nação com uma costa atlântica extensa e uma economia onde o sector portuário e marítimo é crucial para as exportações, tem um interesse direto nas regras que moldam o comércio global por via marítima.

“A presença do Secretário de Estado Rui Carreira e de uma equipa técnica demonstra a vontade de Angola não só em acompanhar, mas também em influenciar ativamente as regulamentações internacionais”, referiu uma fonte próxima da delegação.

“É uma oportunidade para o país partilhar a sua experiência, alinhar a sua legislação marítima com os mais altos padrões internacionais e garantir que a transição verde do sector seja justa e equitativa para os países em desenvolvimento”, acrescentou.

A 34ª Assembleia Geral da OMI representa, assim, um palco crítico onde se desenha o futuro da indústria marítima. A voz de Angola neste diálogo global é essencial para proteger os seus interesses marítimos nacionais e para contribuir para um transporte marítimo mais seguro, eficiente e sustentável para todos.

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