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“As autoridades governamentais não podem encarar as manifestações como actos de instabilidade” defende Politólogo

Terminou, com um registo de vários feridos, a manifestação contra a subida do preço dos combustíveis, realizado neste sábado, 12 de Julho.

De acordo com um dos promotores da manifestação que teve início no bairro São Paulo, por volta das 13h50, com o Largo Primeiro de Maio como ponto previsto para a leitura de um manifesto, a acção foi contida pelos efectivos da policial nacional.

Na zona do Alameda, o percurso foi ajustado, numa altura em que o efetivo da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) já se fazia sentir com maior presença ao longo do itinerário.  Registaram-se momentos de tensão, com relatos do uso de gás lacrimogéneo para dispersar pequenos ajuntamentos.

Convidado a comentar sobre a manifestação deste sábado, politólogo, Crisóstomo Chipilica disse a Rádio Correio da Kianda que a Polícia tem a tarefa de garantir a segurança no exercício do direito consagrado na Constituição da República no seu artigo 47.

Entende o académico, que as autoridades governamentais não podem encarar as manifestações como actos de instabilidade, esclarecendo por outro lado que, a Polícia Nacional, de acordo com o politólogo, pode agir coercivamente, quando estiver em causa a segurança pública.

Crisóstomo Chipilica, reitera que a manifestação é um direito que visa exteriorizar os anseios, as espectativas dos cidadãos, e espera que os autores dos protestos continuem a portarem-se com civismo, sem vandalizar bens públicos e privados.

Recorde que a manifestação realizada neste sábado, 12, foi convocada por um grupo de jovens,  na sequência da subida dos preços dos serviços de táxi.

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