O ex-presidente da Federação Tunisina de Futebol, Wadie Jary, foi internado nos cuidados intensivos em Tunis após o seu estado de saúde se agravar durante uma greve de fome iniciada em protesto contra a sua condenação a três anos de prisão.
A sentença, confirmada em recurso, decorre de irregularidades administrativas relacionadas com a organização de um torneio escolar africano e com a contratação de um director técnico. Jary, que liderou a federação durante vários anos, nega qualquer desvio de fundos ou enriquecimento pessoal e afirma que a decisão judicial incorreu em falhas processuais e violações constitucionais.
Fontes próximas do caso indicam que a greve de fome teve início há uma semana e que a saúde do ex-dirigente se deteriorou rapidamente, motivando a transferência para cuidados intensivos cardiológicos. Médicos alertam que greves de fome prolongadas podem causar danos irreversíveis, incluindo falhas cardíacas, especialmente em pessoas com idade avançada.
Em comunicado, Wadie Jary reafirma a sua inocência: “Não houve prejuízo financeiro nem enriquecimento pessoal. Contesto esta decisão e exijo que os princípios constitucionais sejam respeitados”, disse.
O caso tem gerado grande repercussão na Tunísia e no meio futebolístico africano, suscitando debates sobre transparência, governança desportiva e os limites do protesto pessoal frente a decisões judiciais. Organizações internacionais e federações de futebol acompanham de perto a situação, enquanto familiares e advogados procuram garantir a integridade física e os direitos legais de Jary.
O internamento reforça a urgência em encontrar uma solução para o conflito entre a condenação judicial e o protesto do ex-dirigente, que mantém firme sua contestação. A situação de Wadie Jary continua a ser monitorada, enquanto se aguarda uma posição das autoridades judiciais tunisinas sobre possíveis medidas de acompanhamento médico e revisão processual.
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