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Diplomacia económica dos EUA destaca Angola como exemplo de transformação

Os Estados Unidos da América querem diplomacia focada nos negócios e mais empresas em África, por isso, o director do Gabinete de Assuntos Africanos do Departamento de Estado norte-americano garantiu nesta segunda-feira, 23, que a diplomacia económica dos EUA está focada no sector privado e na criação de oportunidades de negócio em África, destacando Angola como exemplo de transformação.

Às vezes focamo-nos no negativo e temos de olhar para o positivo. Quando olhamos para o que Angola fez nos últimos 25 anos é espantoso e isso reflecte tudo o que tem acontecido no continente. África não é o mesmo lugar de há 25 anos e as relações também evoluem”, disse.

Troy Fitrell, falava durante a cerimónia de abertura da 17ª edição da Cimeira Empresarial EUA-África, que decorre em Luanda até quarta-feira, onde relembrou o seu vínculo pessoal com o país onde se sente em casa.

“Vim pela primeira vez há 25 anos e Angola mudou muito. Pensem em como era há 25 anos agora e vejam que estão numa trajectória espantosa”, afirmou.

Esta cimeira representa muito para o responsável norte-americano, tendo em vista que os EUA trouxeram “quase mil empresários” e que a aposta em missões comerciais vai continuar para trazer mais empresas americanas para fazer negócios em África.

Como prioridade, apontou investimentos em infra-estruturas que incluem também a modernização digital, por ser este um processo que ajuda no desenvolvimento seguro e moderno.

“Precisamos de investimento maciço em infra-estruturas. Normalmente pensamos em estradas, redes eléctricas, mas não podemos esquecer o digital. Não podemos participar na economia moderna sem ter uma arquitectura digital moderna e segura”, disse.

Para Fitrell o modelo de negócios “à americana” é benéfico e útil para África, acrescentando que está focado na tecnologia, inovação e força de trabalho.

“Investir no capital humano é a maneira americana de fazer negócios. Temos um objectivo comum e estamos juntos. Esta é uma grande oportunidade vamos fazer negócios esta semana e nos próximos anos”, frisou.

Segundo Troy Fitrell, os Estados Unidos trabalham de perto com as câmaras de comércio e os empresários numa verdadeira parceria por isso entende que as embaixadas norte-americanas devem actuar em função dos resultados junto do sector privado.

“As nossas embaixadas trabalham para vocês, sector privado. É por aí que avaliamos os nossos embaixadores, pela forma como vos apoiam. Se os nossos embaixadores não nos trazem acordos empresariais e novas oportunidades de negócios e crescimento económico sustentável, perguntem-lhes porquê. Devem estar a oferecer-nos oportunidades todos os dias,” avançou.

Relembrou que os Estados Unidos da América apresentaram recentemente, em Abidjan, uma nova estratégia comercial para o continente, adaptada ao contexto actual.

“Fizemos isso porque o mundo mudou, os EUA mudaram, os mercados mudaram, as economias são muito diferentes do que eram há 25 anos”, explicou, justificando a mudança de abordagem na diplomacia económica.

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