O economista José Lumbo, disse esta quarta-feira, 18, à Rádio Correio da Kianda, que a política fiscal angolana ainda continua a enfrentar um quadro muito complexo com desafios persistentes e sistemáticos, com destaque com o acentuar da dependência das receitas petrolíferas.
O economista alertou que este ambiente remete o Orçamento Geral do Estado (OGE), em termos das receitas fiscais e da execução, permaneça fortemente sujeito aos choques expressos do crude a nível internacional, provocando a queda acentuada das receitas petrolíferas e aumento da pressão sobre o défice fiscal, o que torna uma incerteza o financiamento do próprio Estado angolano e a sustentabilidade fiscal.
José Lumbo apontou como desafios estruturais da política fiscal em Angola, a base tributária estreita e a baixa arrecadação fiscal, com agravamento de concentração em poucos sectores como o petróleo e outras grandes empresas. O especialista defende para isso, uma aposta séria no dinamismo económico, buscando-se mais captações em sede do mercado informal.
“Outra estratégia passa por as instituições e as unidades orçamentais trazerem recursos próprios para alimentarem as suas despesas”, aponto ainda.
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