O economista José Lumbo considerou em declarações à Rádio Correio da Kianda, que qualquer medida económica só é verdadeiramente bem-vinda se tiver reflexo directo na vida dos cidadãos, sublinhando que a desaceleração da inflação ainda não se traduz, de forma clara, numa redução significativa dos preços nos mercados.
A taxa de inflação em Angola fixou-se em 15,70% em 2025, representando uma queda expressiva face aos 27,5% registados em 2024, segundo dados apresentados esta sexta-feira, 9, pelo governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, com base nas estatísticas do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Para José Lumbo, apesar do anúncio positivo, o custo de vida das famílias angolanas continua elevado, realidade sentida no dia-a-dia dos cidadãos.
“Os preços dos principais produtos da cesta básica continuam altos, e às famílias vivem fortes apertos económico-financeiros”, observou.
Referir que segundo o BNA, a evolução favorável dos indicadores poderá criar melhores condições para o poder de compra das famílias, o planeamento das empresas e o crescimento sustentável da economia, num contexto que permanece marcado por desafios estruturais e pela necessidade de maior impacto social das políticas económicas.
A redução de 11,80 pontos percentuais em relação a Dezembro do ano anterior evidencia um abrandamento significativo da subida generalizada dos preços, sinalizando uma melhoria gradual das condições macroeconómicas do país, após um período prolongado de forte pressão inflacionária sobre o custo de vida das famílias.
De acordo com o governador do BNA, esta desaceleração resulta da conjugação de três factores-chave: o aumento da oferta de bens no mercado interno, com destaque para os produtos alimentares; o controlo rigoroso da oferta monetária, através de uma política monetária mais restritiva; e a estabilidade do mercado cambial, que tem contribuído para reduzir o impacto das importações nos preços internos.
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