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Economista questiona modelo económico estimulado pelo Kwenda, após arranque da Fase ‘urbana’ do programa

O economista José Lumbo questiona o tipo de economia estimulada em Angola com o programa de ajuda monetária, Kwenda, que dá início à fase ‘urbana’, orçada em 520 milhões de dólares.

Reagindo esta quarta-feira à Rádio Correio da Kianda, José Lumbo afirmou que as transferências sociais monetárias constituem um facto económico relevante. No entanto, esclareceu que, embora estimulem o consumo, programas como o Kwenda não promovem o desenvolvimento, sobretudo na ausência do aumento da produção local, uma vez que o programa não altera o modelo produtivo urbano.

José Lumbo disse ainda que a falta de evidências robustas de crescimento sustentável da produção e do emprego após a implementação do programa revela a natureza da criação do programa, voltada a política de protecção social, e não de emprego.

O economista sugere ainda que, para um melhor desenvolvimento sustentável, parte significativa das verbas destinadas ao Kwenda precisam de ser canalizadas nos programas de emprego urbano.

As pessoas em situação de vulnerabilidade social dos centros urbanos das cidades de Benguela e dos Navegantes começaram, nesta terça-feira, 4, a receber as transferências sociais monetárias do Kwenda, que tem agora 520 milhões de dólares de bolo orçamental.

Tratam-se de pessoas com albinismo, deficiência, idosos em situação de dependência física, económica,  risco de exclusão social, ou isolamento, pessoas com doenças crónicas, crianças e jovens com necessidades especiais.

De acordo com o Director Geral do FAS, instituição que implementa o processo, Belarmino Jelembe, a segunda fase do Kwenda contempla novas áreas de actuação.

“Para além das transferências sociais monetárias, as acções de inclusão produtiva vão alargar consideravelmente, sobretudo para jovens, com a capacitação, financiamento de iniciativas e acompanhamento”, disse.

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