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Episódios de vandalismo e pilhagem fragilizam imagem internacional de Angola, considera especialista

O especialista em Relações Internacionais, Adalberto Malú, disse este sábado, à Rádio Correio da Kianda, que os episódios de instabilidade social, ocorridos nos últimos dias em Angola, fragilizam a imagem internacional do país, comprometendo o fluxo de investimentos estrangeiros.

De acordo com o especialista, a reacção das autoridades policiais aos actos de arruaça protagonizados por populares durante a greve realizada pela classe taxista, não só faz a Amnistia Internacional apontar o uso desproporcional da força, como também coloca o país sob investigação em matérias de direitos civis.

Adalberto Malú disse ainda que o cenário de vandalismo e pilhagem acarreta uma série de consequência que se podem dividir em três planos, nomeadamente o multilateral, económico e diplomático, e o plano regional. Sobre este último, o internacionalista entende que Angola arrisca-se a perder o peso moral como um país estabilizador e promotor da boa governação.

Do ponto de vista técnico, continua o especialista, a gestão do Governo nos assuntos relacionados as manifestações projecta uma imagem de vulnerabilidade do Estado angolano às tenções sociais.

O perito termina dizendo que o país precisa de reforçar a sua comunicação institucional, garantindo transparência, legalidade e proporcionalidade nas respostas as manifestações para manter a boa posição como mediador regional.

Importa referir que a Amnistia Internacional apelou às autoridades angolanas que abram uma investigação “independente, completa e imparcial” sobre os assassinatos e ferimentos durante a greve de taxistas de três dias em Luanda, Huambo, Benguela e Huíla.

“Ninguém deve ser morto, preso ou ferido simplesmente por estar em greve. As forças de segurança angolanas devem abster-se de usar força desnecessária e desproporcional durante os protestos e observar os devidos procedimentos antes de deter suspeitos de envolvimento em condutas ilegais”, afirmou o director regional da Amnistia Internacional para a África Oriental e Austral.

O apelo da Amnistia Internacional surge depois de, no seu último balanço, as autoridades angolanas terem dado conta de 30 mortos, 277 feridos e 1.515 detenções em várias províncias do país, nomeadamente Luanda, Benguela, Huambo, Huíla, Malanje, Bengo e Lunda Norte, nos três dias (entre segunda e quarta-feira) de protestos, marcados por actos de vandalismo e pilhagens.

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