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Especialistas defendem descentralização e mais investimentos em prevenção nas comunidades vulneráveis

A persistência das doenças tropicais negligenciadas em Angola está directamente ligada à ausência de políticas públicas robustas e preventivas.

A constatação é do especialista em saúde pública Jeremias Agostinho, que participou esta quarta-feira, 23, no programa Capital Central, da Rádio Correio da Kianda.

Durante a emissão, o especialista lamentou o crescimento de surtos evitáveis, sobretudo nas zonas mais vulneráveis do país, onde o acesso aos cuidados básicos de saúde continua precário.

“Há muito pouco controlo. As zonas rurais são as mais afectadas porque não têm acesso a serviços de saúde eficazes. Ainda tratamos surtos que podiam ser evitados com investimento em saneamento e prevenção.”

Jeremias Agostinho alertou ainda que o Estado continua a gastar milhões de kwanzas em respostas emergenciais que poderiam ser evitadas com medidas simples de base comunitária, como vacinação regular, acesso à água potável e educação sanitária.

Também presente no painel, o especialista em Gestão e Administração Pública, Denílson Duro, apontou a excessiva centralização dos serviços de saúde como uma das principais fragilidades do sistema, impedindo acções rápidas nas comunidades mais distantes.

“É urgente descentralizar os serviços de saúde, dar autonomia aos municípios e fortalecer as direcções locais. Os problemas nascem nas comunidades, e é lá onde a resposta deve começar.”

Segundo Denílson Duro, a reforma da saúde pública em Angola exige um redesenho da governação local, com maior autonomia e responsabilização dos órgãos municipais, além de investimentos estratégicos que aproximem os serviços essenciais das populações.

As doenças tropicais negligenciadas, como malária, filaríase, esquistossomose, leishmaniose e outras, continuam a representar um enorme desafio sanitário em Angola, sendo responsáveis por milhares de casos e mortes evitáveis todos os anos, especialmente em regiões rurais e periféricas.

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