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Estradas ruins travam logística do agro, diz especialista

Expansão da fronteira agrícola e excesso de burocracia ampliam complexidade para atuação e exigem mais estratégias do setor

A distância entre centros produtores, portos de importação e propriedades rurais tem sido um desafio para o agronegócio, segundo o especialista em logística para o agro, Jonathan Delpino. Ele afirma que estradas não pavimentadas e as variações climáticas entre as regiões aumentam os custos operacionais e os riscos no transporte.

As dimensões continentais do Brasil e a infraestrutura precária em áreas remotas impacta negativamente a entrega de fertilizantes, defensivos e sementes para produtores rurais. O Brasil tem 850 milhões de hectares, dos quais aproximadamente 70 milhões são cultivados em larga escala com commodities como soja, milho, café, arroz e cana-de-açúcar.

A expansão das áreas cultivadas no território nacional e das fronteiras agrícolas brasileiras amplia a complexidade logística enfrentada por produtores rurais, cooperativas e revendas de insumos. Empresas especializadas precisam adaptar suas operações às particularidades de cada região produtora, afirma o Delpino.

“A extensão territorial do Brasil é um fator determinante nos desafios logísticos. A necessidade de alcançar áreas cada vez mais distantes exige que os operadores possuam estruturas estrategicamente posicionadas capazes de oferecer, além de agilidade e qualidade nas entregas, soluções inovadoras e conhecimento aprofundado das especificidades regionais”, afirma. 

Os picos de demanda por insumos em períodos específicos sobrecarregam a infraestrutura de transporte, especialmente a rodoviária, ainda predominante no Brasil. Essa concentração de pedidos pode criar filas e causar atrasos nas entregas às revendas e cooperativas, afetando o planejamento e a produtividade dos agricultores.

O cumprimento de exigências regulatórias também impõe obstáculos para o setor, segundo Delpino. As empresas precisam obter licenças do Exército e da Polícia Federal, registro no Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), autorizações da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e atender às normas técnicas.

Para fertilizantes e defensivos agrícolas, além de certificações específicas como o Sassmaq (Sistema de Avaliação de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade), o operador logístico precisa de todas as licenças pertinentes à classe dos produtos manuseados, incluindo autorizações do Exército, da Polícia Militar e o registro no Mapa, órgão responsável pelo licenciamento.

Delpino declarou que a autorização da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e o cumprimento das normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que regem o transporte em território nacional, são obrigatórios.



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