A Federação Angolana de Futebol (FAF) reconheceu publicamente o insucesso da Seleção Nacional no Campeonato Africano das Nações (CAN 2025), durante uma conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, 6, em Luanda, com a presença dos órgãos de comunicação social.
Na abertura do encontro, o presidente da FAF, Alves Simões, assumiu sem rodeios o fracasso dos Palancas Negras na prova continental, sublinhando que os objectivos traçados não foram alcançados.
“Não estivemos bem, reconhecemos que falhámos. Não atingimos aquilo que eram os nossos objectivos”, declarou Alves Simões, acrescentando que a conferência visava ajudar a opinião pública a compreender as razões que estiveram na base do resultado alcançado.
Segundo o dirigente, a FAF não pretendeu justificar o desfecho, mas sim apresentar as causas que condicionaram o desempenho da seleção, incluindo aspetos técnicos e de preparação que antecederam a competição.
Por sua vez, o vice-presidente da FAF, Carlos Alonso “Cali”, explicou que a participação no CAN 2025 exigiu “muita responsabilidade e muito trabalho”, tendo sido uma das prioridades da actual direção desde o início do mandato.
De acordo com o responsável, o processo de organização arrancou praticamente há um ano, com destaque para a realização de um estágio de preparação em Portugal, no Algarve, cuidadosamente avaliado e aprovado pela equipa técnica liderada por Patrice Boumelle.
“Conseguimos preparar um estágio com todas as condições necessárias para que a seleção pudesse trabalhar da melhor maneira possível para o CAN”, afirmou.
Carlos Alonso destacou ainda o acompanhamento feito aos jogadores, com visitas aos clubes, contacto direto com atletas e treinadores, bem como o controlo do estado físico dos convocados, com o objectivo de garantir que estivessem reunidas as melhores opções no momento da convocatória final.
Apesar do planeamento traçado, o vice-presidente da FAF apontou alterações impostas pela FIFA como um dos principais constrangimentos à preparação da seleção, nomeadamente a redução do período de estágio, que retirou uma semana de trabalho à equipa técnica.
Essa limitação acabou por comprometer a realização de mais jogos de preparação e a consolidação do modelo de jogo desejado, embora a FAF garanta que todas as condições administrativas e financeiras foram asseguradas, permitindo que os atletas chegassem à competição sem pendências salariais ou prémios em atraso.
No balanço final, a direção da FAF reiterou que assume plenamente a responsabilidade pelo resultado alcançado, mas garantiu estar de “consciência tranquila” quanto ao trabalho administrativo e organizativo desenvolvido.
A federação assegura que as lições retiradas desta campanha servirão de base para corrigir falhas e reforçar o projecto desportivo, com vista a melhores prestações futuras da Seleção Nacional.
O conteúdo FAF assume falhanço no CAN 2025 e aponta constrangimentos na preparação da seleção aparece primeiro em Correio da Kianda – Notícias de Angola.















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