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Governo não recua e avança com proibição de importação de miudezas e coxa de frango

Foi efectivado pelo Ministério da Agricultura e Florestas, através do Instituto dos Serviços de Veterinária, a medida de proibição de importação de certos produtos bovinos e de aves, apesar de ser uma medida duramente contestada.

A asa de peru, a asa de galinha, a asa de pato, a moela, o coração, o dorso, o pescoço e o fígado, isto no caso das aves, são alguns dos produtos cujas licenças já não estão a ser emitidas desde o mês de Março, pelo Ministério da Agricultura e Florestas.

De acordo com o Valor Económico, a proibição está a ser bastante contestada pelo Ministério da Indústria e Comércio, situação que tem causado uma “linha de ruptura” entre os dois ministérios.

A fonte que temos vindo a citar, revelou ainda que o ministério liderado por Isaac dos Anjos, não recuou na proibição de importação das coxas, seja de galinha ou de peru, por sinal um dos produtos mais consumidos pelas famílias angolanas.

Sobre o assunto, o engenheiro agrónomo Adérito Costa, considerou que a medida tem a sua vantagem, pelo facto de muitos dos derivados de aves importados não oferecem para a saúde do consumidor, benefícios que ajudam a fazer sentir a imunidade no organismo, por conta dos agro-tóxicos que possuem.

Para o engenheiro agrónomo, esta medida é uma porta aberta para que o país consiga criar condições internas e garantir auto-suficiência na criação de aves.

Adérito Costa revelou que quase por todos os dias há aviários a venda, pelo facto não se ter criado um acordo claro e definido que visa a fomentar a produção agrícola de cereais e grãos, que são utilizados no processo da produção das rações que podem se tornar os alimentos das aves.

O engenheiro agrónomo disse que sem uma definição clara da possibilidade de auto-suficiência no quesito produção de cerais e grãos, fica estritamente complicado sentir-se a auto-suficiência em termos de respostas dos derivados e aves.

Adérito Costa revelou que o cartão de ovos em algumas províncias está em torno dos 5 mil kwanzas ou muito mais ainda, por conta da escassez de matéria-prima que o sector da avicultura tem estado a encontrar para cobrir a auto-suficiência e oferecer de forma mais abrangente e de fartura o produto aves no mercado e criar para o consumidor um equilíbrio na balança.

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