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Insegurança compromete horário flexível no comércio

Quase um ano depois de o Governo anunciar a flexibilização dos horários no comércio, como parte das medidas para reanimar a economia após as manifestações pós-eleitorais registadas em finais de 2024, a realidade mostra que a iniciativa não se materializou na maioria dos estabelecimentos comerciais. Inserida no Pacote de Recuperação Económica, a medida visa aumentar o volume de negócios e criar condições para a retoma de um dos sectores mais atingidos pela crise que se fez sentir um pouco por todo o país.

De acordo com dados oficiais, as manifestações tiveram maior incidência no sector do Comércio, onde mais de mil estabelecimentos comerciais e espaços sociais foram vandalizados e destruídos, tendo causado danos avaliados em 32,2 mil milhões de Meticais e cerca de 50 mil pessoas ficaram sem emprego.

Foi neste contexto que o Executivo decidiu eliminar as restrições de horário, por forma a permitir que os operadores definissem os períodos de funcionamento, desde que respeitassem a legislação laboral e comunicassem formalmente os novos horários às autoridades competentes. No entanto, um levantamento feito pela reportagem do domingo, nos estabelecimentos comerciais das cidades de Maputo e Matola, revela que a adesão à medida continua limitada. Em causa, estão os custos acrescidos, insegurança, entre outras limitações.

Por outro lado, os operadores económicos afirmam que ainda estão a recuperar os prejuízos causados pelas manifestações e que, neste momento, a prioridade é garantir a sobrevivência dos negócios. Na cidade da Matola, um gerente de supermercado diz que, na prática, a medida não trouxe mudanças significativas. O estabelecimento funciona das 7h30 às 20h, em dois turnos, e conta com mais de dez trabalhadores. “Para alargar o horário, teríamos de contratar mais pessoas ou pagar horas extraordinárias. Isso implica mais salários e despesas. No actual contexto, as vendas não compensam esse investimento”, afirma. Leia mais…

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