O projecto tem um valor de 13,5 mil milhões de euros e inclui a construção de uma ponte suspensa de 3,3 quilómetros, o que a tornará a maior do mundo, com duas vias férreas no centro e três faixas de rodagem de cada lado.
O projecto de construção de uma ponte sobre o estreito de Messina, entre a Sicília e o continente italiano, na maior ponte suspensa do mundo, recebeu hoje a definitiva aprovação anunciou o Governo.
O projecto do governo, está orçado no valor de 13,5 mil milhões de euros recebeu a “luz verde” definitiva do comité interministerial para o planeamento económico e o desenvolvimento sustentável, tal como antecipara na segunda-feira o ministro dos Transportes e Infra-estruturas, Matteo Salvini, grande impulsionador desta polémica obra.
O projecto inclui a construção de uma ponte suspensa de 3,3 quilómetros, o que a tornará a maior do mundo, com duas vias férreas no centro e três faixas de rodagem de cada lado, e ainda 40 quilómetros de ligações rodoviárias e ferroviárias, três novas estações ferroviárias e um centro de negócios na Calábria.
Esta ideia de uma ponte a ligar a península italiana à ilha da Sicília, contestada por muitos em Itália, até porque será realizado apenas com dinheiros públicos, é pensado deste os tempos da Roma antiga, tendo sido já aprovado e cancelado por diversas vezes por diferentes governos italianos desde 1969.
A ponte sobre o estreito da Messina era também uma ambição do antigo primeiro-ministro e magnata Sílvio Berlusconi, falecido em 2023. Nunca chegou a avançar pelo alto custo do investimento, preocupações ambientais e também receios de infiltração da máfia, particularmente activa na Sicília e na Calábria, a região do continente com a qual a ilha ficará ligada.
Contudo, na sequência da chegada ao poder, em 2022, do atual Governo de direita e extrema-direita liderado por Giorgia Meloni (líder do partido pós-fascista Irmãos de Itália), que integra também o Força Itália (fundado por Berlusconi) e a Liga de Salvini.
Apesar de o Governo defender que a ponte será um “acelerador de desenvolvimento”, são muitas as vozes a insurgirem-se contra este projecto e a alertarem para “o esbanjamento” de dinheiro público tão necessário noutros domínios.
Em maio passado, o maior sindicato da Itália, o CGIL, escreveu à Comissão Europeia a solicitar que rejeitasse a aprovação do plano, e citou “sérias questões técnicas, ambientais, regulatórias e sociais críticas”.
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