A Academia Angolana de Letras realizou mais uma edição do ciclo “Academia à Quinta-feira”, com foco nos 50 anos da diplomacia angolana.
O conferencista convidado foi o politólogo Miguel Bembe, que desafiou o país a sair da zona de conforto diplomático e assumir um papel mais firme nos fóruns internacionais.
Bembe defendeu que a independência nacional foi a maior conquista diplomática de Angola, mas alertou que, passadas cinco décadas, o país ainda não ocupa o lugar que merece no cenário global.
O académico apontou a falta de quadros preparados, o domínio insuficiente de línguas estrangeiras e erros na elaboração de currículos como entraves que impedem muitos angolanos de acederem a cargos em organismos multilaterais.
O conferencista lembrou também marcos importantes da política externa angolana, como a Batalha do Cuito Cuanavale, que, segundo ele, mudou o curso da história na África Austral e levou à institucionalização do Dia da Libertação da Região, reconhecido pela SADC por proposta de Angola.
Miguel Bembe sublinhou ainda que Angola é um dos seis maiores contribuintes da União Africana, mas continua com presença reduzida em cargos de liderança. Para o politólogo, a diplomacia angolana deve apostar na formação estratégica de quadros e numa política externa mais ambiciosa, que reflita o peso político e económico do país.
A próxima conferência da “Academia à Quinta-feira” acontece no dia 24 de Julho, às 19 horas, com o tema “O impacto da guerra russo-ucraniana nas Nações Unidas”, sob moderação do politólogo Osvaldo Mboco e participação da jurista Catherine Maia.
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