A cidade de Luanda foi palco, este sábado, 19, de momentos de tensão durante a marcha organizada pelo Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), contra o aumento do preço das propinas e do gasóleo.
O protesto, que reuniu centenas de cidadãos, contou com a presença de membros do PRA-JA Servir Angola, mas quase terminou em agressões, devido a acusações de alegado aproveitamento político.
O Secretário Nacional de Comunicação e Marketing do PRA-JA, Sebastião Salakiaku, esclareceu à Rádio Correio da Kianda que tudo não passou de um mal-entendido provocado por um cartaz com os dizeres “Abaixo o preço das propinas, é para já!”, levado por populares e mal interpretado como sendo uma mensagem de propaganda partidária.
“O cartaz era da população. Foi levado como parte normal da manifestação. Coincidia com o nome do nosso partido, mas não era uma iniciativa nossa. Isso irritou algumas pessoas, sobretudo ligadas à UNITA, o que levou a troca de palavras”, explicou Salakiaku.
Apesar das tensões, o dirigente garantiu que não houve agressão física, mas admitiu que alguns membros do PRA-JA se sentiram ameaçados com a reação de certos manifestantes.
“Felizmente, não chegou a haver linchamento, mas houve tentativas de intimidação. Mesmo assim, a nossa solidariedade com as causas sociais mantém-se intacta”, sublinhou.
Salakiaku afirmou ainda que o partido já tinha previamente suspendido uma atividade interna, marcada para o mesmo dia, para dar espaço à mobilização pública.
“A direção do PRA-JA optou por adiar a sua agenda para permitir a participação e mediatização da manifestação. Não estávamos ali para disputar protagonismo com ninguém.”
Sobre o clima de rivalidade entre militantes da UNITA e do PRA-JA, o porta-voz disse lamentar a crescente tensão e alertou que isso só favorece o regime.
“A oposição perde o foco quando se deixa dividir. Infelizmente, as redes sociais e alguns quadros intermédios têm alimentado essa rixa que não serve o povo”, afirmou.
Concluiu sublinhando que não existe nenhuma orientação do partido para atacar outras forças políticas e que eventuais confrontos verbais são iniciativas isoladas de militantes nas redes sociais.
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