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Silêncio ensurdecedor: Seis atletas sub-16 afastadas por suspeita de adulteração de idade e ninguém explica

Comentador desportivo João Victor, denuncia falta de transparência no caso que abalou o basquetebol feminino. Só os encarregados de educação reagiram publicamente.

O desporto angolano volta a ser abalado por um escândalo que levanta sérias dúvidas sobre a transparência e ética na formação de atletas. Seis jogadoras da seleção feminina sub-16 de basquetebol foram suspensas do Campeonato Nacional por suspeita de adulteração de idade, mas até ao momento nenhuma entidade oficial veio a público prestar esclarecimentos.

A denúncia ganhou força após os comentários do comentador desportivo João Victor, que abordou o caso com veemência num programa de rádio. Segundo ele, há indícios sérios de manipulação documental para permitir que atletas acima da idade permitida participassem da prova como se fossem juvenis.

“O que aconteceu é grave. Seis atletas foram afastadas e não há uma única explicação oficial. Nenhuma federação, nenhum dirigente, ninguém veio a terreiro. Só os encarregados de educação vieram tentar limpar a imagem das meninas”, afirmou João Victor.

A informação é confirmada por fontes ligadas ao processo, que dão conta de que os exames de verificação de idade foram realizados ainda em 2024, mas os resultados só foram tornados públicos agora, na “manípia” da competição, surpreendendo até técnicos e veteranos do basquetebol nacional.

“Essas festas táticas já não eram comuns nos nossos desportos, mas voltaram de forma inesperada. Os veteranos dizem que as jogadoras são claramente diferentes do perfil habitual”, comentou João, deixando no ar a suspeita de que esta não é a primeira vez que a prática ocorre.

Os únicos a pronunciar-se até agora foram os encarregados de educação das atletas, que apresentaram documentação e garantiram que não houve qualquer adulteração da sua parte, acusando as autoridades desportivas de má gestão do processo.

“Nós não alterámos nada. As nossas filhas estão a ser injustamente acusadas”, afirmou um dos pais, que apresentou os documentos de registo civil.

A situação levanta uma vez mais o debate sobre a ausência de mecanismos rigorosos e transparentes na verificação da idade dos atletas em categorias de base, e a responsabilidade das federações e clubes na fiscalização dos dados apresentados.

A ausência de um pronunciamento oficial da Federação Angolana de Basquetebol, do Ministério da Juventude e Desportos, ou de qualquer órgão competente está a alimentar o descrédito em relação aos processos seletivos e à integridade das competições juvenis.

“Ou há coragem institucional para dizer a verdade, ou continuaremos a desvalorizar o nosso próprio talento e a manchar o futuro do desporto angolano,” concluiu o comentador João Victor.

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