A subida do preço do petróleo nos mercados internacionais alivia a pressão sobre as contas, permitindo manter os principais projectos do Orçamento Geral do Estado (OGE), assegurou esta segunda-feira, 23, o ministro de Estado para a Coordenação Económica.
Questionado sobre o impacto do aumento do preço do crude, José de Lima Massano admitiu ser muito cedo para tirar conclusões, mas sublinhou que a cotação se vai aproximando da média estabelecida para o Orçamento Geral do Estado deste ano (70 dólares), o que significa que os projectos e os programas previstos deverão prosseguir sem a necessidade, para já, de fazer acertos.
Lima Massano sublinhou, à margem da 17.ª Cimeira de Negócios EUA-África que teve início neste domingo, 22, e vai até quarta-feira, 25, em Luanda, que o executivo vinha preparando um cenário de contenção, dada a queda do preço do barril registada em meses anteriores, mas o novo contexto traz alguma margem de manobra.
“Como digo, é um momento preliminar, nós vínhamos já preparando um cenário de contenção da nossa despesa, de cativação até, de parte dela, e este desenvolvimento faz-nos novamente reflectir, sobretudo a expectativa de ao manter-se, em média, dentro dos níveis que estabelecemos no nosso orçamento para este ano, sermos capazes de executar os principais programas de desenvolvimento económico e social para o ano de 2025”, avançou.
O governante reforçou que, apesar da melhoria do contexto, mantém a cautela na gestão das finanças públicas.
“O que temos agora é um percurso que nos vai permitir executar o nosso orçamento sem a necessidade de termos que fazer cortes capazes de pôr em causa as metas que tínhamos para 2025”, disse.
Nos últimos dias, a cotação do barril de Brent — referência para Angola ultrapassou os 70 dólares, devido à instabilidade geopolítica no Médio Oriente e aos receios de que o Irão encerre, como admitiu, o Estreito de Ormuz.
José de Lima reafirmou no entanto a disponibilidade de Angola para dialogar com parceiros multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional, para continuar o percurso de consolidação orçamental.
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