O académico português Alexandre de Sá comentou, esta segunda-feira, 16, durante a abertura do Curso de Geopolítica e História das Doutrinas Políticas, promovido pelo PRA JA Servir Angola, sobre o impacto da subida do preço do petróleo em Angola e a necessidade de reflexão crítica sobre as políticas económicas e geopolíticas no continente africano.
Segundo Alexandre de Sá, “Angola, para já, com a subida do petróleo, ganha alguma coisa, à partida”, mas alertou que é necessário analisar tanto os ganhos como os riscos, considerando que a situação é nova e complexa. O académico salientou a importância de fomentar um pensamento crítico sobre estas questões, não apenas em Angola, mas em toda a África.
De acordo com o especialista, o continente corre o risco de ser esquecido no panorama internacional, observando diferentes estratégias externas: “A China tem uma política africana através das rotas da seda, a Rússia atua com intervenção militar e companhias militares privadas, enquanto os Estados Unidos parecem ter privilegiado o investimento e os negócios privados em detrimento da ajuda tradicional”.
Alexandre de Sá também destacou que a Europa ficou atrás nestes arranjos, embora historicamente tenha exercido forte domínio global. “Até há 100 anos, a Europa era a senhora do mundo e dominava tudo”, afirmou.
O académico abordou ainda os debates atuais sobre nacionalismo, soberanismo e globalismo, defendendo a importância dos Estados soberanos na regulação da política nacional: “Pessoalmente, sou soberanista. Acho que o mundo de nações independentes se cuida melhor e, aparentemente, é mais seguro do que um mundo globalizado. Quem é que ia mandar num mundo globalizado?”, questionou.
A intervenção de Alexandre de Sá sublinha a necessidade de reflexão estratégica em Angola e África sobre as oportunidades económicas, as influências externas e a preservação da soberania nacional num contexto global cada vez mais complexo.
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