O crédito bruto concedido ao sector não financeiro em Angola atingiu a marca de 8,9 bilhões de Kwanzas em Maio de 2026. De acordo com a Nota de Informação Estatística divulgada pelo Banco Nacional de Angola, este valor representa um crescimento de 1,1 bilhão de Kwanzas, correspondente a um aumento de 14,1% em relação ao período anterior.
Deste montante global, o sector privado foi o principal beneficiário, absorvendo 84,6% do crédito total disponibilizado pelas instituições financeiras. Por outro lado, o sector público não financeiro foi responsável por 14,4% do endividamento, registando um incremento de 268,2 mil milhões de Kwanzas, o que fixou o seu saldo total em 1,2 bilhões de Kwanzas.
O relatório do banco central angolano destaca ainda o comportamento do crédito à economia denominado em moeda nacional. Este segmento registou um acréscimo de 1,0 bilhão de Kwanzas, equivalente a uma subida de 16% em comparação com o período homólogo de Maio de 2025, fixando-se num total de 7,3 bilhões de Kwanzas. Paralelamente, o endividamento do sector privado fixou-se em 7,6 bilhões de Kwanzas, após um aumento de 838,0 mil milhões de Kwanzas, o que representa um crescimento de 12,3%.
Fomento ao Sector Real da Economia
O crédito direccionado ao sector real da economia registou uma dinâmica bastante positiva, alcançando 1,9 bilhões de Kwanzas. Este valor reflecte um crescimento de 342,8 mil milhões de Kwanzas, representando uma variação positiva de 21,4%. Este desempenho foi impulsionado essencialmente pelo dinamismo verificado nas indústrias extractivas.
No que toca à distribuição do crédito por ramos de actividade no sector real, as indústrias transformadoras lideraram os recebimentos com um total de 824,8 mil milhões de Kwanzas, registando um aumento de 15,5%. Seguiram-se as indústrias extractivas, com um montante de 777,2 mil milhões de Kwanzas, e o sector da agricultura e afins, que absorveu 342,9 mil milhões de Kwanzas.
Este crescimento sólido no crédito ao sector não financeiro, com forte incidência no sector privado e no sector real da economia, evidencia o impacto das políticas de fomento económico implementadas no país. O acompanhamento contínuo destes fluxos financeiros será determinante para avaliar a sustentabilidade do crescimento económico nacional a médio e longo prazo.
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