O sector da agricultura é o maior contribuinte da estrutura produtiva de Angola nos últimos anos, ultrapassando o tradicional ramo petrolífero.
O dado foi avançado esta terça-feira, em Nairobi, pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano. Segundo o governante, o sector agro-pecuário duplicou o seu peso na economia nos últimos dez anos, passando de 13,66 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), em 2015, para 25,43 por cento, em 2025.
Reagindo à informação, o economista José Lumbo afirmou, hoje, que o aumento da produção agrícola é positivo, mas ainda insuficiente para responder à demanda interna.
“Existe, de facto, uma produção que tem estado a aumentar a nível de Angola, mas é importante que se diga que ainda não é suficiente para atender aquilo que é a demanda interna do ponto de vista da produção”, disse.
José Lumbo, considera que o fomento da agricultura em África, com particular destaque para Angola, não se limita apenas ao aumento da produção.
“Aqui, também temos que levar em consideração as questões antropológicas, psicológicas, sociológicas e de filosofia no fomento da produção local. Repare que nós, em África e Angola ainda temos importações de bens essenciais no processo de produção alimentar como fertilizantes e sementes”, considerou.
A produção agrícola em Angola ultrapassou os 30,4 milhões de toneladas na campanha 2024/2025, registando um aumento de 8,5 por cento em relação ao período anterior.
Entre os produtos com maior destaque constam o milho, trigo, mandioca, batata-doce, hortícolas, frutas e café comercial.
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