A Associação Nacional de Clubes de Futebol de Angola (ANCAF) admite reduzir o número de equipas participantes no Girabola, dos actuais 16 para 12 clubes, caso as agremiações não demonstrem capacidade financeira para suportar as exigências da principal competição do futebol nacional.
A possibilidade foi avançada pelo presidente da ANCAF, João Lusevikueno, em declarações ao jornal O País, nas quais defendeu que a sustentabilidade financeira deve constituir o principal critério para a organização do campeonato.
Segundo o dirigente, a intenção da associação continua a ser manter o formato tradicional do Girabola com 16 equipas. Contudo, a decisão dependerá da avaliação que será feita às condições financeiras, administrativas e organizacionais dos clubes antes do arranque da próxima temporada.
João Lusevikueno considera que o futebol angolano precisa de caminhar para um modelo mais sustentável, evitando os problemas que têm marcado algumas edições do campeonato, nomeadamente atrasos salariais, dificuldades logísticas e até desistências de equipas durante a competição.
Para a ANCAF, um campeonato com menos participantes, mas financeiramente equilibrado e capaz de cumprir integralmente o calendário desportivo, poderá representar uma solução mais adequada para a actual realidade do futebol nacional.
A eventual redução para 12 equipas configuraria uma das mais profundas reformas do Girabola nos últimos anos e enquadra-se na estratégia da nova entidade organizadora de reforçar a credibilidade e a competitividade da prova.
O responsável sublinhou que o objectivo não passa apenas por organizar um campeonato maior em número de participantes, mas garantir que os clubes possuam condições efectivas para competir durante toda a época, assegurando estabilidade financeira, capacidade logística e cumprimento dos compromissos assumidos.
A decisão final sobre o formato do próximo Girabola deverá ser tomada após consultas e avaliações junto dos clubes, num processo que visa encontrar o equilíbrio entre competitividade, sustentabilidade e desenvolvimento do futebol angolano.
Caso a medida avance, o campeonato nacional poderá entrar numa nova fase da sua história, marcada por uma maior exigência financeira e organizacional para os clubes participantes.
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