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BdM reunido em 50º Conselho Consultivo

A cidade de Pemba acolhe hoje até próxima sexta-feira, o quinquagésimo Conselho Consultivo do Banco de Moçambique, com foco virado no fortalecimento de desempenho institucional e Desafios para o Desenvolvimento do Sector das Pescas em Moçambique: o caso da província de Cabo Delgado.

Falando durante a abertura da reunião, Rogério Zandamela, governador do BdM, disse que o evento constitui um momento de grande significado para o Banco de Moçambique, pois, é no Conselho Consultivo que se reflectem os desafios que se colocam ao sistema financeiro e à economia em geral, bem como onde se avalia o caminho percorrido e define-se as prioridades que irão guiar a actuação futura da instituição.

Durante os três dias, serão discutidos temas relativos ao desempenho macroeconómico e financeiro do país; a postura da política monetária e cambial; as reformas estruturais implementadas e em curso; e perspectivas macroeconómicas para o curto e médio prazo.

Na sua intervenção, Zandamela referiu que o quadro macroeconómico de 2025 tem sido marcado por uma estabilidade contínua de preços, num contexto de recuperação gradual da actividade económica.

“Nas  nossas transacções com o exterior, registou-se um agravamento de 3,1 por cento no défice da conta corrente no primeiro semestre do presente ano, face a igual período de 2024, significando que continuamos dependentes da poupança externa para financiar a nossa economia. Ainda assim, considerando dados até finais de Outubro, as nossas reservas internacionais brutas mantêm-se em níveis confortáveis, um sinal importante de resiliência face aos choques externos, e um verdadeiro escudo de protecção à soberania nacional”, referiu.

O governante explicou igualmente que o sector bancário nacional continua sólido e bem capitalizado, com rácios de solvabilidade e de liquidez, bem acima dos limites regulamentares, o que confirma a robustez e estabilidade do sistema financeiro nacional.

Anotou também que, ainda este ano, continua-se a registar progressos significativos na inclusão financeira, resultantes da modernização do Sistema Nacional de Pagamentos, com destaque para a interoperabilidade entre as plataformas de pagamentos digitais e os bancos comerciais, bem como pelo reforço da educação financeira e protecção do consumidor.

“Essa evolução permitiu que o número de contas de moeda electrónica praticamente duplicasse, passando de 11,9 milhões em Dezembro de 2022 para 23 milhões em Junho de 2025, demonstrando a rápida expansão dos serviços financeiros digitais e a sua crescente integração no quotidiano das famílias moçambicanas”.

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