O Banco Nacional de Angola (BNA) reafirmou a meta de redução da inflação para um dígito, estabelecendo como referência intermédia o nível de 11,5% até ao final do ano, num contexto económico ainda marcado por pressões sobre os preços e desafios de estabilidade macroeconómica.
A posição foi apresentada na cidade do Kuito, província do Bié, pelo Governador do BNA, Tiago Dias, durante a sessão de balanço e perspectivas da política monetária e cambial, enquadrada no ciclo de divulgação regional da instituição.
O responsável apelou ao envolvimento de todos os operadores económicos para a concretização do objectivo, sublinhando que o controlo da inflação depende não apenas das medidas de política monetária, mas também do comportamento dos agentes económicos e do alinhamento do mercado às metas de estabilidade de preços.
Num cenário em que persistem desafios ligados à oferta de bens, à pressão cambial e à estrutura de custos da economia, o BNA defende um esforço conjunto entre o sector público e privado para garantir maior previsibilidade e estabilidade no nível geral de preços.
O banco central considera que o alcance da meta de 11,5% representa um passo intermédio relevante na trajectória de desinflação, mas reconhece que o contexto actual exige coordenação de políticas, disciplina macroeconómica e reforço da produção interna para mitigar choques de preços.
A instituição sublinha ainda que o sucesso da estratégia dependerá da capacidade de adaptação dos agentes económicos às condições reais da economia, num ambiente em que factores internos e externos continuam a influenciar a evolução dos preços em Angola.
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