O Banco de Poupança e Crédito (BPC) financiou apenas 54 pedidos de um total de 104 que a instituição recebeu dos empresários afectados pelos actos de vandalismo e pilhagem ocorridos em Julho de 2025 durante a greve dos taxistas.
Segundo o presidente da Comissão Executiva Luzolo de Carvalho citado pela Angop, os demais processos não obedeciam de forma geral os requisitos exigidos.
O analista político Luís Van-Duném disse que o rigor na selecção dos beneficiários visa contornar possíveis casos de aproveitamento indevido da linha de financiamento.
Por seu turno, o economista José Lumbo apela a maior flexibilidade das autoridades angolanas no apoio aos empresários com vista a responder positivamente os actuais desafios conjunturais dos afectados.
José Lumbo, que defende a articulação de outras medidas, alerta com isso os impactos que esta decisão do BPC pode causar à estrutura económica de muitas empresas afectadas pelos actos de pilhagem e à economia em geral.
O BPC disponibilizou cerca de 31,5 mil milhões de kwanzas do total de 50 mil milhões aprovados dentro da linha de financiamento pelo Governo angolano para colmatar os danos das empresas afectadas.
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