O economista Pedro Cajama defende maior inclusão das empresas nacionais no Corredor do Lobito, como forma de impulsionar a produção interna.
A posição surge no arranque do 3.º Fórum de Negócios Angola–União Europeia, que decorre em Luanda e visa atrair investimento europeu para sectores como agronegócio, transporte, logística e energia.
Apesar do foco no investimento externo, o especialista considera essencial garantir a participação activa das empresas angolanas.
Aponta, no entanto, desafios como o acesso limitado ao financiamento e restrições na capacidade técnica das empresas.
“O grande entrave ao crescimento das empresas angolanas, primeiro, tem a ver com o financiamento e, segundo, tem a ver com a capacidade técnica”. Eu acredito que nesse fórum vão ser discutidos aspectos para fomentar a iniciativa privada, para proteger a produção local e para garantir o maior número possível de empresas nacionais a participarem num dos maiores projectos de Angola”, disse o economista referindo-se ao Corredor do Lobito.
Sob o lema “Do Diálogo ao Investimento Concreto”, o fórum pretende transformar compromissos políticos em projectos financiados.
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