O economista José Lumbo defendeu a necessidade de maior atenção na conclusão da Refinaria de Cabinda, sublinhando que apenas a plena execução das suas fases permitirá avaliar com precisão o impacto económico do projecto.
Em declarações à Rádio Correio da Kianda, o especialista alertou que a infra-estrutura ainda se encontra em fase parcial de operação, o que exige prudência na análise dos resultados já apresentados.
Segundo explicou, a refinaria tem uma capacidade instalada de 60 mil barris por dia, mas nesta fase funciona apenas com a primeira etapa concluída, produzindo cerca de 30 mil barris diários. Para o economista, a verdadeira capacidade só será atingida com a conclusão da segunda fase do projecto.
José Lumbo salientou que a conclusão da segunda fase é determinante para garantir maior eficiência e impacto no sector petrolífero nacional, bem como para assegurar o retorno esperado do investimento realizado.
O especialista recordou ainda que o projecto envolve um investimento global estimado em cerca de 431 milhões de dólares, considerando tratar-se de uma infra-estrutura de grande dimensão que deve ser acompanhada com rigor técnico e económico.
De acordo com o economista, cerca de 90% do investimento pertence à empresa privada Jemis Sport, enquanto os restantes 10% estão associados à participação da Sonangol.
José Lumbo defendeu que o foco das autoridades e dos investidores deve estar agora na conclusão da segunda fase, de forma a garantir a plena operacionalização da refinaria e o aumento significativo da capacidade de produção.
O economista recordou ainda a inauguração da primeira fase do projecto, realizada pelo Presidente da República em Cabinda, reforçando que o desafio actual é assegurar a continuidade e consolidação da infra-estrutura.
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